quarta-feira, 13 de novembro de 2013

Heitor dos Prazeres

Gente que nem os outros que é de gostar de bolo, de bolar cigarro, uma ou outra ziquizira embolada na pendura, e em dia que precisa defesa embala uma: sabe o que é chefinho? é um imbróglio. Gente assim. Gente que nem a gente mas sambista carioca que é um d.n.a. diferente, de um outro tipo de gente, causador de meliância e culpado de vadiagem nem completados 13 anos. O treze é um número de azar, a gente sabe, não há nem que se dizer, mas você não viva nunca a reviravolta que é chamar Prazeres, já firmar compromisso no que chega, no ato. Sujeito fica todo atado. Também se chama João, José, Almirante ou Heitor, qual diferença? A gente antes de ser gente nomeada já é um traçado. Ser todo mundo é. A gente não é comissão de bateria mas quem é que diz que a gente não firma pavilhão? Agora, outra coisa é cadenciar. Aquele tipo de malandragem ardiloso, um tipinho do morro é todo esculpido à barro né? A matéria-prima dele já preenche de uma forma que se não se pode ser tudo, não se pode nunca ser nada.

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