Pensava, porém, em ser outra.
Apesar do gosto que tinha em seu próprio sabor
Sem tristeza, sem dor, sem saudade
Abrindo os olhos e como por milagre
Aliás, em verdade outras e outros tantos.
Cada um em curto tempo de experimentação
Apontar o dedo e dizer: agora esse
Latejar o universo que se expande debaixo de cada pele
Não que sentisse inveja, talvez
Mas tinha meta de expandir o paladar
Sentir cada tipo de medo era uma forma de perdoar todo tipo
E por final não ser ninguém em exato
Sem apego nem ninguém daria por falta
Mas com sentimento por todos indistintamente
Sem cara, sem feição
Transitória, só uma sensação
entrar no outro pelos olhos!
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