segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

ent(r)elinhas

Vivem dramaticamente algumas questões prepotentes, se primeiro veio o ovo ou a galinha ou se ao corpo se deve vestir uma calça em lugar da calcinha. Comovem-se inutilmente com quem paga os trapos do indigente, muito comprometidos com a ideia mesquinha de brilhar refletido nos paetês da rainha. Andam descontentes com a situação da indústria e do mercado exigente, sonham com o tamanho do mar tanto faz a espada na bainha nem lhes doem os crimes da marinha. Acreditam denunciar inovadoramente as contradições de quem pensa como gente, muito orgulhosos de sua ladainha de galo campeão de luta e de rinha. Mas morrem igualmente quando, já rude o coração, lhes termina apodrecendo a mente do mesmo material da borra e sua morrinha. Na lápide só uma linha.

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