domingo, 20 de abril de 2014

a lida

Valdete. Da limpeza. Ainda tô quitando o meu terreno. Das 6 as 2. Por isso que ainda tô aqui. Queria na praia. Mas a vida da gente é essa. Já até conversei de largar que as vezes me levanto com a envergadura que lateja. Já fiquei afastada. Falta exercício e o dotor falo do crochê. Tudo má postura. Mas eu não nego trabalho, o serviço sempre levei. Falta pouco também. Aqui é bom, é. Nem precisa passar café que tem máquina. Dói essas janela alta. Longe da gente. Tudo meio longe. Atrapalha a condução. Que a família da gente mora longe também. Fica ruim as vezes. Não reclamo muito. Que deus é que sabe e a gente aqui faz o nosso. Né? Agora, quando eu tiver o meu canto é diferente. Já comprei a muda do araçá que as criança gostam. Mas eu as vezes queria ficar atoa, caminhando que nem esse pessoal. Até um pecado a preguiça. Também saiu na tevê o rapaiz falando que anda tudo tão perigoso. Eu tomo banho cedo. Toda vontade passa. Quando vê o dia já foi. Quando chega a nossa hora que a gente lembra. Eu não sei, só tô imaginando.

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