quarta-feira, 4 de junho de 2014

o Senhor

Esse.
Que agora caminha à sua vista
de joelho inchado.
Vê-se o medo em estampa.
De não saber por onde
segue sentado.

Também pudesse!
Pressionado à beira da alavanca.
Ri às gargalhadas de tão amedrontado.
Se sonha publicamente pelado e enlouquece.
Achincalhado de uma perna manca,
a sorte de um animal entocado.

Qual interesse? Quê espera de atrasado?
O seu olhar ainda se encanta.
Se cessasse, mas continua vivo e obstinado.
Daqui o seu ar embolorado, de prece de santa.
A vida um emaranhado de nó por cima do vértice.
Ainda se desatasse, mas seu gostar é apertado.

Estanca.


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