Durante a festa de carnaval ela subia ladeira como quem não sabe dos músculos e seus pudores, vestia um camisote largo, aberto uns botões. Do balancê do batuque o coração caiu-lhe pelo bolso mas foi só na quarta da paixão que deu por conta, o vento esfriando o seu vazio. Afofado no barro, o coração deitou rama subterrâneo abaixo e pra riba brotou largo um pé de sombra donde abrigavam-se casais de beijos suspeitos. Não importava a distância, a terra de lá tremia os seus amores.
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